segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Como o Cupido mudou meus planos e juntou nossas escovas - Aos 8 meses

Em 2009, a promessa era de que muitos editais de concurso que me interessavam sairiam. Por causa disso, eu estava estudando freneticamente, fazendo cursinho alguns dias no Centro e trabalhando longe de casa. Aquele deslocamento de todos os dias (trabalho-cursinho-casa) roubava muito do meu tempo de estudos. Comecei a cogitar morar sozinha perto do trabalho, mas eu sabia que seria muito difícil, quase impossível, pagar aluguel sozinha com meu salário, mais mobiliar a casa, mais comprar comida e coisas básicas, etc, etc. Cheguei a cogitar dar uma entrada, pegar um financiamento, ver se meu pai tinha dinheiro guardado para me ajudar, essas coisas. Pensei em tudo. Nessa época, eu conversava sobre isso com o Rafael, das minhas pesquisas, de como tudo estava caro e todo que isso envolvia.

Bem, eu fui criada na Igreja Católica Apostólica Romana e nunca cogitei morar junto sem casar. Mas é aquilo, né... Rafael morava sozinho, pertíssimo do meu trabalho. Nessa época, em maio de 2009, ele estava no último período da faculdade e já tinha conversado com o pai sobre estudar para concursos em vez de trabalhar na iniciativa privada. Então, ele vivia com uma mesada dos pais para bancar a casa. Por causa disso e de toda a conjuntura, eu não estava pensando em morar junto com ele, tanto que comecei todas as minhas buscas sozinha.

Um dia, mais uma vez conversando com Fofucho sobre o drama de conseguir morar sozinha, sobre os gastos,e tudo mais, no meio de um joguinho de vídeo-game chamado "Contra"(não me esqueço rsrsrs), ele solta: Fofucha, o que você pode fazer é vir morar aqui. Se muda pra cá, ué. Eu levei aquele choque, já comecei a pensar nos meus pais, em como minha vida mudaria, e fiz ele parar o joguinho. Ele só esperou passar aquela fase  do jogo (hahaha) e começamos a conversar. 
 
Falei: Tá, Fofucho, eu até posso vir, mas você sabe que eu quero casar, né? Meu sonho é casar, e eu não quero vir para cá, a gente ficar acomodado e não casar. Ele: Eu sei, Fofucha, não tenho problema com casamento. A gente só não pode casar agora, porque eu não tenho dinheiro. Eu: Tá, tudo bem, eu vou pensar. Mas olha, eu estou vindo para cá por comodidade, porque vai ser melhor para mim, mas se quando a gente puder casar, eu sentir que você está me enrolando, eu não tenho nenhuma cerimônia em voltar pra casa dos meus pais, náo, hein?! Ele: Sim, senhora, dona Fofucha, pode deixar.



Foi assim que eu decidi morar com ele e comecei a preparar meu coração para deixar a casa dos meus pais. Lógico que a conversa para comunicar o fato foi muito tensa, principalmente com o meu pai. Minha mãe apenas respondeu: Minha filha, você sabe que somos de um tempo diferente e é difícil aceitar isso. Mas vejo que você está muito feliz, então eu abro mão dos meus preconceitos pela sua felicidade (Olhem que fofa!). E meu pai falou: Não, não vai não. E virou as costas, assim, curto e grosso. hahaha. A verdade é que ele não tinha argumentos além de pensar na religião - ele é super religioso, para vocês terem uma ideia, meu pai canta na missa -, na sociedade e no que os outros iam pensar. Tanto que antes de eu marcar o casamento em maio de 2010 (quase por um ano), eu não contava para ninguém que morava junto. Só umas 5 amigas próximas sabiam. Como minha família é toda de fora do Rio, foi fácil omitir. Até minha avó, por quem sou apaixonada, só soube um ano depois. A maioria das pessoas, na verdade, só começou a saber depois que eu casei no civil. Meu objetivo era evitar que alguém comentasse com o meu pai sobre o assunto e ele se sentisse mal. Até porque, só isso poderia fazê-lo se sentir mal, já que eu continuei indo sempre lá nos finais de semana e dormindo alguns dias esporádicos durante a semana para que eles não sentissem tanto. 

Na primeira noite depois daquela conversa, não dormi, chorei, mas decidi que iria mesmo assim. Fiz minha mudança, e essa para mim é nossa primeira data de casamento (rs), no dia 2 de junho de 2009. O primeiro mês foi bem difícil, sentia muita falta da minha família, mas como estava estudando muito, sabia que aquilo era o melhor a ser feito. Um dia eu teria de sair de casa mesmo, eu só estava antecipando um pouquinho. Senti que meu pai aceitou umas duas semanas depois, quando ele me perguntou se meu carro ficava na garagem "da minha casa". E quando um mês depois ele veio à minha casa passar meu aniversário comigo, vi que ele já se sentia mais à vontade. O tranquilo para mim nessa história toda foi que ele, mesmo contrariado, nunca me tratou mal ou rispidamente, ou deixou de falar comigo. Também, se isso acontecesse, seria uma surpresa. Meu pai é a pessoa mais pacífica que eu conheço. É fácil entender porque ele não gostou, ele não foi criado assim e esperava que eu casasse primeiro para depois morar com meu marido. Mas, graças a Deus, ele pôde acompanhar nossa história e ver a transformação do namorado em marido. :)

Minha mãe só ligava às vezes me contando que chorou, que estava sentindo muita falta de mim, mas como ela ligava depois de já ter chorado, era mais fácil para eu segurar a barra. Eu só falava para não ficar assim, logo depois ia lá ou ela vinha a minha casa e tudo voltava ao normal. Hoje, graças a Deus, acredito que estejam todos acostumados. A falta que sentem é a saudade normal de qualquer família que tem um filho que se casou. Ah, lógico, esqueci de contar a reação do meu irmão: Uhuuuuuul, agora o seu quarto é meu!!! (porque meu quarto era melhor que o dele). Meigo, não? :P

Graças a Deus, desde que fomos morar juntos, mesmo com pouquinho tempo de namoro (8 meses) não tivemos surpresas desagradáveis, só surpresas boas. O que era bom antes ficou melhor ainda. Pudemos ter certeza de queríamos ficar juntos para sempre, por toda a vida. E então, como acho que já contei no relato do noivado, o Rafael me pediu em casamento no dia em que o nome dele saiu no Diário Oficial, no resultado de um concurso. Depois da ameaça feita no dia em que decidi morar junto com ele, acho que ele não quis arriscar nenhum dia. hehehe

Fofucha pede desculpas pelo post gigante, mas ela precisava acabar logo esse loooongo início de história.

17 comentários:

Karol Firmino disse...

Ai fofucha, eu adoro todas as historias de voces dois! Sao tao lindas! O destino uniu voces para nunca mais separar!

Beijos

Silvia disse...

Nós tb moramos juntos antes de casar, só que no nosso caso eu fui empurrada pelos meus pais! :P

Não sei o qto a família dele no Sul soube, mas como estávamos de casamento marcado ng se incomodou muito.

Na família da minha mãe são 25 netos que minha avó teve - eu sou a 25 e a 13 mulher! :P Desses meus 24 primos só 4 casaram na igreja antes de mim! Do lado do Erick ele foi o primeiro a casar na Igreja e o único que o avô dele considera casado pq dançou com a noiva na festa! :)

Acho bom morar um pouco antes, é um jeito de ver se o cotidiano funciona sem tanto peso.

Beijos!

Ju disse...

Querida, que delícia! fico feliz que esteja tudo dando certo! Co Rodrigo me chamou para ir morar com ele... eu falei a mesma coisa que queria casar! E assim, só me mudei para lá mesmo depois do casamento! hehehe
beijos, ju

Tatiane Dias disse...

Lindo, lindo!!!

Tô com uma novidade....
Vou te contar por email!

Beijos, descansa, hein!

Kelly Oliveira disse...

Morar junto antes do casamento é uma experiência muito boa! Quas eum test driver!!!

Eu tb morei junto antes de casar!

Mas calma sua data tá chegando!!!

Liliane disse...

O Evandro morava em SP e quando se mudou para o RJ queria que eu fosse morar com ele hehe. Expliquei que só sairia de casa casada com véu e grinalda =P
A história de vocês é muito fofucha!!!

Beijos querida.

Júlia Magalhães disse...

Aiiiiiiiii era pra ser né Musa??? Muito bom saber um pouquinho da história de vocês!!! e é tão legal vcs se chamando de Fofucho e fofucha sabia???

beijão!

Beatriz Amaral disse...

queria ter essa sua coragem de ouvir um "não" do meu pai e ir mesmo assim! acho que meu pai me deserdava! rsrsrs!

mas você está mais que certa, se facilitaria a sua vida, porque não correr atrás disso!

beijocas!

Taise Pottier disse...

Oi Musinha!
Desse jeito vc me faz chorar, sou uma manteiga derretida com histórias de amor lindas como a sua e do Rafa! Como eu digo sempre esse é seu destino: ser feliz ao lado do seu amado.bjs

Déborah Brito, disse...

Adoro !
As vezes quando brinco com minha mãe falando sobre "minha casa" ela quase tem um treco hahahaha tadinha, apesar das briguinhas somos muito apegadas uma a outra.
Vai ser muuuuuuuuuuito de muito mesmo, dificil essa fase.

Beijos

Mari e Eder disse...

oi!!!
brigada pela visitinha!!!!!!
bjbj

Vanessa Santos disse...

Ai que linda a historia de vocês flor!!!
Seu dia ta chegando amora linda =)
Beijos

casamento no jardim disse...

Musa, a história de vcs é linda!!
Olha, eu tb já tô "morando junto" antes de casar, e tb não tenho do que reclamar!! é bom demais!!
bjs

Priscila disse...

Olá deixei um selinho para você lá no blog.
Beijos

Priscila disse...

Que história linda!

Amei! Eu ainda não sai da casa dos meus pais mas tenho um certo receio quanto a este fato.

Beijos :D

Priscilla Cordeiro disse...

Musinha, a história de vocês é linda!!!

Um beijão,

Pri.

Biessa disse...

Adoro histórias de amor. Quem sabe um dia eu ganhe coragem de escrever a nossa, minha e do Leandro, lá no blog né?

Ó, o que importa, mais do que cerimônia, festa e afins é o amor, carinho e respeito entre os dois. Claro que Deus abençoa quando tem tanta coisa boa envolvida. Agora ele vai abençoar ainda mais.

Beijo